Reflexão sobre planificação
A planificação consiste no plano que agrupa e relaciona os objetivos, meios e momentos de uma aula. Nesse sentido, podemos questionar a pertinência de se optar por construir planificações para as aulas. Que se note, não obstante, que as planificações se aplicam às aulas, numa ótica a curto prazo, mas também podem ser elaboradas para conjuntos de aulas, médio prazo, ou para preparar o ano letivo, assumindo uma natureza a longo prazo.
O maior receio em relação à planificação trata-se de perceber até que ponto pode ser aplicada sem constranger o fluxo da aula, no sentido de criar espaço para que os estudantes se expressem sem sem os seus contributos serem considerados para a progressão da aula.
Por um lado, existe a responsabilidade da aula ser devidamente preparada e avaliada, de forma a garantir o seu propósito; por outro, a espontaneidade cria condições de motivação e novas investigações que podem ser mais frutíferas.
O texto de apoio, tal como um dos comentários, evidencia a importância social (e pessoal?) da educação, o que coloca no professor a responsabilidade de mediar um ambiente de ensino-aprendizagem eficaz. Nesse sentido, o planeamento enquanto preparação será certamente uma segurança que a espontaneidade não garante.
Esta questão parece-me ser resolvida encarando-se a planificação como um momento de reflexão, um instrumento de reflexão. Ela norteia o exercício docente, mapeando, momento a momento, a progressão em direção a um conjunto de objetivos, recalibrada com a realidade em sala de aula.